sábado, 25 de junho de 2016

Síndrome de Clèrambault


Muitos psiquiatras chegaram a conclusão que o fã Rodrigo era portador da síndrome de Clèrambault, você sabe o que é isso?
A síndrome de Clèrambault (ou erotomania, ou síndrome do amor platônico) consiste na convicção delirante, por parte do paciente, de que alguém de posição social mais elevado o ama. Essa pessoa amada nunca é uma pessoa qualquer, é sempre alguém de nível social elevado, alguém que a pessoa idealiza, tal como um médico, um padre, um escritor, um ator, ou até mesmo um objeto inacessível, místico, como um santo, por exemplo. Essa síndrome afea em grande maioria mulheres.
Essa síndrome é descrita como uma síndrome de emoções patológicas que segue uma evolução ordenada, passando pelos estágios de esperança, despeito e rancor. Então, o portador da erotomania acredita que o seu objeto de amor declarou-se para ele, de alguma maneira: por sinais, telepaticamente, frases ditas em público, letras de músicas...
O portador acredita que a pessoa se declara primeiro, e de início ele finge não se interessar pelo objeto de amor, mas acaba cedendo. O paciente passa a desejar a pessoa e a desejar ter relações sexuais com essa pessoa e passa a tentar seduzir. Em pacientes mulheres, essas podem até acreditar que estão gerando um filho do objeto de amor. Os homens tendem mais à perseguição da pessoa.
O portador dessa síndrome geralmente leva uma vida mais reservada, socialmente inexpressiva; poucos são casados, muitos são privados de contato sexual por anos, a maioria ocupa cargos subalternos, e alguns são muito pouco atraentes. Por outro lado, o objeto de amor são sempre superiores em inteligência, posição social, aparência física, autoridade ou uma combinação desses atributos.
Essa síndrome pode apresentar-se em diversos transtornos mentais: transtorno delirante persistente, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar. O tratamento é medicamentoso e psicoterápico. Psiquiatra e Psicólogo devem trabalhar em harmonia em prol da saúde do paciente.
••• Fonte: Glaise Franco Marcondes (Psiquiatria)

Síndrome da Pessoa Boazinha

» São pessoas que tem compulsão por agradar e não medem esforços para ajudar a todos. Mas ao contrário do que parece ser, nem sempre toda essa generosidade pode ser benéfica à pessoa que pratica, pois ela acaba se frustrando em não conseguir realizar nada do que se deseja e dessa forma, sofre calada. A pessoa sufoca suas próprias vontades e opiniões pelo receio de se indispor com os demais, ou de ser mal vista se disser não.
» A dificuldade em dizer não, está ligada à baixa auto estima, e ao medo de não ser aceito pelas outras pessoas.
» SINTOMAS: incapacidade de dizer 'não'; busca incessante por reconhecimento e aprovação; exibe alegria exagerada; quer ser amado por todos; foge de pensamentos negativos; dificuldade para fazer críticas; medo de encarar ou participar de conflitos.
» A pessoa se torna frágil, acaba confiando demais nos outros e perde muitos elementos da sua personalidade. No campo de vida pessoal, este tipo de comportamento bondoso demais pode acarretar sérios problemas, principalmente quando o beneficiado é uma pessoa sem caráter ou oportunista.
» Segundo o pesquisador Monezi, "dizer sim e não é um exercício de autoconhecimento dos seus limites" e "que ninguém deve se sentir vilão ou se preocupar com julgamentos alheios dessa forma.
» O tratamento é psicoterápico. De princípio não há necessidade de tomar medicamentos. Porém, quando não é tratado, pode desencadear outros transtornos psicológicos e/ou psiquiátricos.
»»» LEMBRANDO QUE o diagnóstico dessa ou demais síndromes e transtornos devem ser feitos somente por um psicólogo ou psiquiatra. Em caso de conhecer alguém com esses sintomas (ou se auto identificar), procure uma orientação profissional. Não tome medicamentos sem antes consultar um médico, pois seu uso sem conhecimento, pode desencadear muitos outros problemas em vez de solucionar.

A Importância de Ler para seus Filhos


Até os 3 anos de idade, o desenvolvimento do cérebro ocorre num ritmo muito acelerado. Pais com o hábitos diário como ler, cantar e demonstrar carinho, é crucial para o desenvolvimento saudável da criança. Mas de acordo com estudos, menos de 30% dos pais com crianças até 8 anos de idade lê diariamente com seus filhos.
Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e/ou tem contato com a literatura desde cedo, principalmente quando são acompanhados pelos pais ou responsáveis, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras, desenvolve a criatividade e a imaginação, adquire cultura, conhecimentos e valores, amplia sua visão de mundo.
No aspecto psicológico, as histórias minimizam aspectos de solidão, a criança aprende realidades internas emocionais (isso acontece porque a criança é capaz de projetar nas histórias e personagens, suas questões pessoais), dá abertura às emoções da criança (quando ela pode ficar surpresa, alegre, pensativa, assustada, e outras).
Mergulhar em histórias, sejam elas de ficção ou não, é parte importante do desenvolvimento infantil e pode trazer uma séries de benefícios. Note que os adultos sempre contam histórias para as crianças, seja na hora de explicar a importância de se alimentar, tomar banho, dormir... Ao desenvolver o hábito da leitura com a criança, a proximidade entre pais e filhos é favorecido, e fortalece também os vínculos afetivos com a criança.
***Em casos de atrasos no desenvolvimento da criança, problemas na comunicação, agressividade, entre outros, procure a orientação de um profissional. Psicólogos, psiquiatras, pediatras, saberão te indicar uma forma de tratar e aliviar alguns sintomas na infância.

Ansiedade



É o que chamamos de excesso de futuro. Uma pessoa ansiosa fica tão concentrada em esperar ou imaginar determinados acontecimentos, que deixa de viver o tempo presente. Devido a isso, vem o sofrimento por não saber se o que tanto espera vai acontecer amanhã, depois ou nunca se tornará realidade.
Uma pessoa com ansiedade passa a sofrer física e emocionalmente, e pode ter alguns sintomas como: insônias, dores no peito e cabeça, sensação constante de cansaço, taquicardia, enjôos, descontrole emocional, queda de cabelo, preocupação exagerada, e inúmeros outros sintomas.
Acredita-se que vivências interpessoais e problemas relacionados com a infância possam estar relacionados com este distúrbio emocional.
O tratamento, em grande parte, é psicoterápico, e várias técnicas podem ser usadas para esse benefício, como por exemplo a hipnose ericksoniana, a qual o paciente fica consciente durante todo o transe e participa ativamente durante o processo. Em casos mais severos, há a necessidade de um acompanhamento medicamentoso, e esse deve ser feito somente pelo médico responsável.
*** Procure um psicólogo ou um médico especializado. Eles irão saber orientar qual o melhor tratamento para sua situação.

Emagrecimento - Trapaças do Cérebro



1- Tudo é desprazer: nosso cérebro codifica as informações em prazer e desprazer.
Fazer dieta, exercícios, mudanças de hábito, programações chatas, são codificadas como? Provavelmente como desprazer.
Geralmente começamos o processo de emagrecimento de forma errada, fazemos exercícios que não suportamos, dietas que não gostamos e etc. Não procuramos coisas que nos proporcionam prazer..
- Fazer aulas experimentais é uma boa ideia para descobrir o que lhe gera prazer. A vida não termina na academia. Existem várias atividades disponíveis por aí: dança, pilates, natação, yoga, caminhada, e outras. Na alimentação também é preciso testar, experimentar os alimentos, existem vários alimentos saudáveis e saborosos.
(Faça um acompanhamento nutricional com uma profissional especializada. Consulte um educador físico na hora dos exercícios. Não faça além do que seu corpo aguenta).

2- Nossa memória é curta.
Isso mesmo. Quando estamos acrescentando novas codificações ao nosso cérebro, não adianta bombadea-lo de informações. Portanto se você quer emagrecer X quilos não adianta pensar somente na linha de chegada, precisamos fracionar as nossas metas em objetivos atingíveis a curto prazo.

LEMBRE-SE: Emagrecer é fácil. Manter-se magra que está o desafio. É preciso que começemos então a modificar nossa mentalidade para entender a diferença entre PERDER PESO (emagrecer) e MANTER-SE EM FORMA (ou ser magra). Aguarde, em breve outras dicas e novidades quentinhas sobre o emagrecimento definitivo.

»»» EDUQUE A SUA MENTE «««

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Conectados


As redes sociais permitem aos usuários uma "Liberdade" de serem o que (ou quem) quiserem ser. Elas garantem elogios aos carentes, dão popularidade aos solitários, e dá a oportunidade de pensar antes de postar, editar ou apagar algo "dito".

Alguns pesquisadores da Charles Sturt University, na Austrália, fizeram alguns levantamentos e perceberam que o uso exagerado das mídias sociais podem levar a sintomas de solidão, depressão e ansiedade. Mas é importante salientar que não leva somente aos sintomas, como pode ser também a causa de vários problemas sociais e psicológicos.

Sherry Turkle (autora de diversos livros sobre Tecnologia e Comportamento Humano) defende que somos moldados pelas ferramentas que usamos. Assim os Smartphones, não apenas influenciam aquilo que fazemos, como ajudam a definir quem somos.

Muitos adolescentes e jovens por medo de mostrarem quem realmente são, se escondem atrás de seus celulares e computadores, pois ali seu desempenho social é muito melhor. Ser visto, lembrado, "curtido" diariamente é algo muito gratificante para a autoestima, mas não se sustenta por muito tempo. O recebimento de notificações é lido pelo cérebro como algo PRAZEROSO, o que leva à maior produção de Dopamina, conhecido como o NEUROTRANSMISSOR da RECOMPENSA. O que acontece é que O CÉREBRO ADORA DOPAMINA e sempre que se relaciona a esse motivador químico vai pedir mais. E, assim, a dependência tecnológica rapidamente se forma, tornando tanta gente incapaz de perceber o quanto a comunicação virtual pode estar alterando, de forma negativa, seu humor, comportamento e relações sociais e familiares.

Quanto mais tempo as pessoas gastam editando suas vidas online, menos tempo ou disposição elas têm de praticar essa habilidade, de criar empatia, de entender melhor o outro e a si próprio. Quando as relações são construídas a partir de uma base virtual, os sentimentos são reduzidos a uma duzia de emoticons. Basta um clique para excluir os desafetos, bloquear os chatos, deletar comentários que não agradam. Ali é fácil escapar da complexidade e das demandas das relações, e como resultado, nos torna mais e mais solitários. A ansiedade inerente à conectividade está muito relacionada ao medo do tédio, um estado fundamental para criatividade e reflexão.

***Fonte: Revista Psique - Michele Muller