
As redes sociais permitem aos usuários uma "Liberdade" de serem o que (ou quem) quiserem ser. Elas garantem elogios aos carentes, dão popularidade aos solitários, e dá a oportunidade de pensar antes de postar, editar ou apagar algo "dito".
Alguns pesquisadores da Charles Sturt University, na Austrália, fizeram alguns levantamentos e perceberam que o uso exagerado das mídias sociais podem levar a sintomas de solidão, depressão e ansiedade. Mas é importante salientar que não leva somente aos sintomas, como pode ser também a causa de vários problemas sociais e psicológicos.
Sherry Turkle (autora de diversos livros sobre Tecnologia e Comportamento Humano) defende que somos moldados pelas ferramentas que usamos. Assim os Smartphones, não apenas influenciam aquilo que fazemos, como ajudam a definir quem somos.
Muitos adolescentes e jovens por medo de mostrarem quem realmente são, se escondem atrás de seus celulares e computadores, pois ali seu desempenho social é muito melhor. Ser visto, lembrado, "curtido" diariamente é algo muito gratificante para a autoestima, mas não se sustenta por muito tempo. O recebimento de notificações é lido pelo cérebro como algo PRAZEROSO, o que leva à maior produção de Dopamina, conhecido como o NEUROTRANSMISSOR da RECOMPENSA. O que acontece é que O CÉREBRO ADORA DOPAMINA e sempre que se relaciona a esse motivador químico vai pedir mais. E, assim, a dependência tecnológica rapidamente se forma, tornando tanta gente incapaz de perceber o quanto a comunicação virtual pode estar alterando, de forma negativa, seu humor, comportamento e relações sociais e familiares.
Quanto mais tempo as pessoas gastam editando suas vidas online, menos tempo ou disposição elas têm de praticar essa habilidade, de criar empatia, de entender melhor o outro e a si próprio. Quando as relações são construídas a partir de uma base virtual, os sentimentos são reduzidos a uma duzia de emoticons. Basta um clique para excluir os desafetos, bloquear os chatos, deletar comentários que não agradam. Ali é fácil escapar da complexidade e das demandas das relações, e como resultado, nos torna mais e mais solitários. A ansiedade inerente à conectividade está muito relacionada ao medo do tédio, um estado fundamental para criatividade e reflexão.
***Fonte: Revista Psique - Michele Muller
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